quinta-feira, 15 de setembro de 2011

PM de SP faz manifestação e interrompe trânsito, mas não é reprimida com violência



Parece que os praças (soldados, cabos sargentos e subtenentes) da Polícia Militar do Estado de São Paulo resolveram acordar para a vida real e verdadeira. No último dia 12, saíram em passeata pedindo a aprovação da PEC 300 (cria um piso nacional a todas as polícias do Brasil) pela Av. Paulista e interromperam o trânsito, em pleno horário de pico, depois de uma passada na Alesp.

http://youtu.be/D50uyjdRZKg

Já não era sem tempo, visto a enganação de governos e comandos da qual são vítimas há décadas.
Se o praça saiu às ruas para reivindicar, o mesmo não acontece com o oficial, visto as facilidades com que goza dentro dos estados. São salários acima da lei para os membros da ativa, reserva e aos pensionistas, como divulgado por um jornal impresso relativo ao oficialato em São Paulo. Imunidades investigativas e impunidade para crimes praticados ajudam a compor esse rol macabro.
O governador soube do caso dos salários, mas colocou panos quentes, ou seja, os oficiais continuam a receber (ação na Justiça) e não devolverão o que foi pago a mais. Claro, o dinheiro público não é dele, não tem dono. Como ele poderia impedir que seus leões de chácara recebessem pelos "bons" serviços prestando/prestados durante a vida na caserna?

Mas não é a isso que quero me referir, pois já o fiz em matérias anteriores neste mesmo blog.
O que me chamou a atenção foi a passeata e o interrompimento do trânsito na Av. Paulista, em horário de pico, por parte daqueles que, em outras oportunidades, em greves de outros servidores, baixaram o pau nos manifestantes, cujo único objetivo é serem tratados em igualdade de condições aos demais servidores dos escalões superiores, principalmente salarial e nas condições de trabalho. Se há verba para reajustar salário dos superiores, por que não dar o mesmo tratamento a quem está mais abaixo na escala hierárquica?

A ordem para reprimir vem de cima?

Diante dessa situação extraordinária, pode-se inferir que a ordem para rechaçar com violência qualquer ato público reivindicatório de pessoas simples e humildes organizadas parte dos escalões superiores, ou seja, governos e comandos da PM, uma vez que os próprios praças resolveram sair da apatia para exigir que o governador do Estado cumpra com a sua obrigação ou mesmo a palavra empenhada.
O dissídio coletivo dos servidores públicos paulistas é no mês de março. Neste ano foi transferido para julho, que passou e nada se viu. A promessa, agora, é novembro.
Por outro lado, viu-se uma enxurrada de reajustes salariais para quem ocupa cargo de chefia (ou benesses inconfessáveis), eleitos, de livre provimento, "auxpones", etc.

PM está a serviço de quem?

Está mais claro do que a luz do dia que as PMs brasileiras estão a serviço de um pequeno grupo de pessoas que ainda são "donas" do Brasil. Isso inclui os governantes, os legisladores, o Judiciário, os empresários de alto padrão - os (tu)barões donos dos meios de comunicação e seus jornalistas também-, as pessoas que compõem um grupo diminuto e poderoso chamado pelo ex-governador, Cláudio Lembo, de elite branca. Tudo que possa interferir para pior na vida dessas pessoas especiais será rechaçado pelo estado, e com violência se preciso for, pela força estadual preventiva, a PM. O oficial, via de regra, não está na linha de frente da violência. Os praças, mediante ordem e imposição regulamentar militar, é que estão. Mas até a página dois. Se der problema (manchete na mídia), o praça segura o abacaxi e descasca. O praça ainda não percebeu a armadilha cruel.

E o conjunto da sociedade?

Para todo o conjunto da sociedade sobram o desprezo, o descaso, a omissão dos governos, a periferia, os míseros salários, as condições subhumanas de sobrevivência, porrada da PM, bombas de gás e efeito moral, choques e até morte. E não são os comandantes que vão massacrar a população, mas os praças. Os mesmos praças que estão inseridos nesse conjunto excluído do qual faz parte a imensa maioria de pessoas deste Brasil e que foram reinvindicar na Av. Paulista. Ao que se sabe, não foram recebidos ou dispersados com violência pelos colegas da PM.

Enganações e mentiras

Desde quando o PM ingressa na escola de formação, seja praça ou oficial, é dito que ele é um ser diferente das outras pessoas. Ao oficial é dito, à boca pequena, que ele é acionista (sócio) do estado e gozará de todos os privilégios que perduram há quase dois séculos: impunidade; imunidade investigativa por qualquer ato praticado ou mandado fazer; ganhos especiais, lícitos ou não, etc.
Já o praça é diferente porque deixou de ser um civil, um bandoleiro, um indisciplinado, etc. e que deve aprender os verdadeiros valores de um ser humano militar: nunca reclamar de nada e aceitar as ordens recebidas, sejam absurdas ou não. Se absurdas, cumpriu porque quis e será punido por isso.

Um sol de melhores dias que nasce?

Foi muito bom para o Brasil ver que os praças da PM realizaram aquilo que todo trabalhador - cerceado em seus direitos - faz. Sair às ruas para exigir o cumprimento da lei é a única forma de vê-la acontecer. Foi bom também para o praça sentir na pele o outro lado, o dos manifestantes. Ninguém vai às ruas reivindicar nada que não tenha direito, pois essa é a única maneira de se conquistar o que diz a lei.
Não se vê o poderoso dos três poderes ou da elite branca fazer greve nas ruas. O Judiciário, por exemplo, para os serviços no fóruns. Os legisladores aprovam salários exorbitantes deles próprios, dos chefes dos executivos e dos auxpones da assessoria. Os executivos reajustam salários de secretários. A elite branca, geralmente empresários, repassam no aumento de preços dos produtos ou serviços.
Foi muito melhor ver na passeata dos praças que existe a possibilidade de união reivindicatória destes com todos os trabalhadores brasileiros, pois, sem essa população a isonomia no tratamento e no atendimento das demandas salariais ou públicas jamais ocorrerá.
Praça da PM, sem povo, sem PEC 300.
Reflitam. Pensem. Não sejam teleguiados e usados. Quem os manda tem objetivos outros. Vocês são povo simples, humilde e com as mesmas necessidades da maioria da população. Diferente do povo "nobre e de sangue azul" ao qual pertencem seus comandantes, o governador... e a elite branca de Lembo.

sábado, 3 de setembro de 2011

O re-despertar de uma nova era no Brasil

Ora vivas! o PT despertou de seu sono letárgico e deslumbrado. Pensar que a mídia (porta voz da direita porque é a direita) vai tratar quem não tem sangue azul (nobre) com razoabilidade e sensatez é um sonho impossível de ser alcançado.



O 4º Congresso do Partido dos Trabalhadores serviu para que o brasileiro olhe e entenda que não se permitirá que o Brasil volte para as mãos criminosas daqueles que, quando tiveram oportunidade, entregaram o Brasil e seu povo aos colonos estrangeiros, deixando-os em frangalhos e, em grande parcela, na miséria. Isso é uma injeção de ânimo na militância aguerrida, pois via-se e percebia-se nas conversas, principalmente na redes sociais, uma certa divisão de opinião entre essa militância sempre atuante.

A afinação do discurso da presidenta Dilma, Lula e PT sinaliza que tudo aquilo que a mídia despeja no noticiário sobre discórdia ou desavenças entre eles, como sempre foi, é e será, não passa de fantasia, cujo único objetivo é desestabilizar o governo e o país, sem se preocupar com os rumos que o Brasil pode tomar num cenário internacional nebuloso de crises econômicas e suas consequências terríveis para milhões de brasileiros (desemprego, desabastecimento, miséria, violência, etc). O que importa para os porta vozes da direita é a tomada do poder a qualquer preço por aqueles que quase destruíram o Brasil em oito anos, os integrantes do PSDB e auxiliares.

Colunas mestras

Pelo menos, dois importantes quesitos sociais foram mencionados no discurso do PT: a Comunicação/Educação e a Saúde (falta falar sobre a segurança pública, entregue nos estados, ainda, à linha que vê na ditadura um modelo ideal de governança... até endeusou-se a Redentora na PM de São Paulo recentemente).

A necessidade de um marco regulatório para a mídia e a democratização da comunicação foram citados diversas vezes pelos palestrantes, demonstrando que a iniciativa de Lula em realizar uma série de conferências nacionais sobre variados temas serão levados adiante pelo novo governo da presidenta Dilma.

Claro que isso não será fácil. Romper elos de um conservadorismo secular não será do dia para a noite e nem será realizado somente por integrantes do governo, políticos alinhados ou mesmo vontade política. A participação da militância ou mesmo de brasileiros preocupados com o Brasil será talvez a mais importante para a implementação dessas mudanças.

Outro ponto citado pela presidenta Dilma foi em relação à Saúde. Todos sabemnos que a Saúde e a Educação básica foram privatizadas no Brasil. O SUS e a escola pública padecem com o descaso dos governos estaduais e municipais porque existe uma pequena parcela de parasitas que vê nas escolas particulares e nos planos de saúde uma maneira simples e fácil de ganhar dinheiro, ignorando a vida e a necessidade de milhões de brasileiros. A presidenta foi enfática em dizer vai elevar a qualidade da saúde pública no Brasil

A Comissão da Verdade também foi enfatizada pela presidenta como uma das realizações de seu governo, pois está relacionada aos Direitos Humanos. A história precisa ser reparada e a verdade dos idos de 64 tem de chegar ao povo brasileiro.

Faltou falar alguma coisa mais contundente em relação à Segurança Pública.

Coincidências?

Notemos que a Educação, Saúde e Segurança Pública estão entregues a estados e municípios. Não funcionam, como todos nós sabemos. Lula tentou federalizar a educação durante o seu governo. Mas grita de governadores e prefeitos foi tamanha, aliado à falta de infromação verdadeira pela mídia tradicional, que a intenção foi abortada. Não que esses governantes estejam preocupados com a centralização, mas o montante de recursos envolvidos e transferidos para estados e municípios na educação é imenso. O governante pode desviar essa grana toda para onde quiser. E é o que acontece, infelizmente.

Na Saúde não é diferente. Se as escolas públicas tivessem qualidade, seria o fim da escolas particulares. O mesmo se pode dizer dos planos de saúde, caso haja uma meljhora sensível no SUS.

Na Segurança Pública é a mesma coisa. Entregue em boa medida às polícias militares, o policiamento realizado pela PM carrega uma dose excessiva de autoritarismo, fruto dos anos de chumbo tão tristes para nossa história e que permeia a relação governador-comando-policiais-povo.

Este blog tem se dedicado em mostrar os malefícios ao país em se ter uma polícia com doutrina, treinamento e modelo militarizado para tratar com civis, gente do povo. Se nem dentro da caserna, na interrelação entre os militares, há entendimento e respeito, dá para imaginar (e ver) como é essa relação com o cidadão. As ocorrências diárias de participação da PM pelo Brasil afora não deixam dúvidas.

O papel de cada um

Não só a militância mas o brasileiro de todas as camadas sociais têm de se engajar nessas mudanças imprescindíveis para um Brasil forte e democrático que se avizinham. Não adianta ficar em casa reclamando ou esbraguejando. É necessário que todos, unidos pelo Brasil, compareçam às manifestações de apoio a essas mudanças que virão por aí. O momento é esse. A ocasião não é para esperar acontecer. O momento pede para que se faça a hora.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Brasil, paraíso dos safados: tá tudo dominado pela quadrilha do poder

Enojado
Este é o sentimento que sobra da decisão em absolver uma deputada federal, flagrada e filmada no recebimento de propina, por parte de seus colegas de parlamento. Não só isso mas há os antecedentes que redundaram em mais um tapa na cara da sociedade brasileira.

Claro que não se esperaria outra coisa do Congresso Nacional depois que o STF barrou o Ficha Limpa. Ou seja, o parlamento continuaria a ser ocupado por gente que não tem compromisso com o país, ou melhor, pessoas que não prestam, pelo menos em sua grande maioria.

Não que os outros dois poderes sejam melhores. Os executivos nos estados abrigam pessoas tão igual quanto, da mesma forma que o Judiciário, dito pelo próprio CNJ.

Da sociedade também não se espera grande coisa, pois é composta de pessoas desinteressadas, além de conformadas com as decisões criminosas e prejudiciais a esta imposta por quem ocupa o poder e tem mando.

No fim da linha e para coroar toda essa sujeirada está a grande mídia, formada por meia dúzia de barões da comunicação e seus lacaios muito bem pagos, outrora chamados de jornalistas.

Esperança que morre

A vitória de Lula para presidente deu um novo alento a quem se interessa e se preocupa com os rumos de um país. O país estava em frangalhos, desacreditado internacionalmente e devendo a todo mundo. O Brasil sempre foi uma nação usada e abusada por todos, inclusive estrangeiros. Costumava-se chamar não só o Brasil mas as outras nações sulamericanas de quintal do mundo rico. Lula e outros presidentes eleitos na região trancaram a porteira. O mundo rico perdeu a sua mina de ouro.

Com Lula, o Brasil passou a ser visto de outra forma. Não como uma república das bananas, mas como uma nação pujante e que estava ou entrava nos trilhos do desenvolvimento e do crescimento. O brasileiro começou a sentir orgulho de dizer a qual nação pertencia, pois servia de referência mundial em muitos quesitos, faltando apenas as mudanças estruturais que a maioria dos países ricos implementou.

Durante o governo Lula, uma série de conferências foram realizadas, dentre elas, segurança pública, educação, meio ambiente, etc. A sociedade organizada discutiu e aprovou que queria mudanças nesses setores, rompendo com as normas seculares que privilegiavam uma minoria em detrimento de milhões de brasileiros. O campo estava arado e pronto para receber as sementes da nova ordem brasileira

Chega-se ao fim do governo Lula. Contando com ampla aprovação dos brasileiros, Lula consegue fazer seu sucessor, mesmo tendo de enfrentar uma mídia nojenta e asquerosa que torcia e fez o possível e o impossível pela vitória do candidato da oposição. José Serra e o PSDB são tudo de mal que se possa pensar em termos de administração pública : não gostam e não respeitam o povo brasileiro, são incompetentes, são corruptos (o caso Banestado está enterrado vivo no MPF) são partidários do estado mínimo (menos serviços públicos básicos gratuitos à população, menos servidores, salários dos servidores medianos achatados, etc) supostamente envolvido em corrupção (mais de 100 CPIs abafadas na Alesp, fora o rosário de maracutaias de FHC durante seu governo tucano), etc.

Enfim, Lula consegue fazer de Dilma Rousseff a primeira presidenta do Brasil

Marcando passo

Dilma começa o governo de forma ruim e dá espaço ao que de mais reacionário há no cenário político brasileiro, sem contar o apoio de partidos corruptos que compõem a base de sustentação. Vai aos convites da imprensa, que há humilhou e a acusou de coisas do arco da velha e, antes dela, tentou tirar Lula do poder através de um golpe. O movimento alcunhado de "Cansei" foi o laboratório que não deu em nada, felizmente. Dilma, por sua vez, não faz o principal: a semeadura das imprescindíveis mudanças no solo arado e pronto deixado por Lula.

Claro que não se pode esquecer do PT. O mesmo PT que traiu Lula e se juntou, de forma rasteira, ao PSDB nos mensalões. Vários ícones do partido dos trabalhadores comeram tudo aquilo que vomitaram contra o PSDB quando este era poder. Isso mesmo, foram para o lado fácil e impune da corrupção, do dinheiro fácil. Poucos escaparam dessa bandalheira. O partido é formado por gente tão safada que chegou a sugerir a Lula a renúncia durante o duro ataque da mídia em 2005, embora não enganem ninguém, pois foram eles próprios que deram azo às acusações da mídia suja de corrupção no governo Lula. Lula repudiou a sugestão dos traidores. A maioria deles está no poder com Dilma.

As mudanças que se avizinhavam ou se imaginava que seriam feitas foram jogadas na lata do lixo. Justiça, Comunicação, Segurança Pública, Educação, Saúde, etc seguem como sempre foram e sem sinais claros de que sofrerão alterações mínimas em seu ordenamento secular. Dá-se voltas no assunto, mas não se mexe na raiz do problema. Tudo foi privatizado por FHC, inclusive a educação e a saúde. No mundo especula-se, agora, na alimentação. O povo continuará a sofrer. O governo Dilma sinaliza que marcará passo até 2014.

Gota d'água

Antecedendo a votação da absolvição da deputada, o governo avisou que não indicaria o "sim" ou "não" na votação. Ou seja, os parlamentares da base estariam livres para decidir. A mesma base que mete a mão no dinheiro público por onde passa. Os partidos da base não querem um Brasil pujante, mas, sim, um lugar onde possam se aninhar para praticar os atos mais reprováveis. Deve ser brincadeira do governo federal.

Cabe uma explicação. Se José Serra estivesse vencido a eleição, o Brasil estaria no mesmo patamar que estão os países europeus e os EUA, ou seja, em crise e que pode chegar à recessão (desemprego em massa da população). A esperança que se tinha era a continuidade do governo Lula com Dilma na presidência.

Ao que parece, voltamos ao modelo secular que conseguimos romper com Lula. E mais. A negativa da presidenta e sua orientação à base de sustentação no parlamento de barrar reajustes salariais de servidores e aposentados, mesmo depois de uma tremenda farra de aumentos salariais nos três poderes desde o início do ano, serviram de gota d'água para muitos, inclusive para mim. Nem o tucano mais reacionário conseguiria prejudicar mais o brasileiro.

Cuidar da alma

Diante de mais esse mais do mesmo na política, ou seja, o prejuízo de milhões de brasileiros e o benefício de poucos poderosos, além da passividade do povo brasileiro, prefiro deixar de me envolver nessas questões para cuidar da minha vida e da alma, visto que o corpo apodrecerá e virará pó (alguns estão podres em vida), como voltou a ser a política no Brasil e quiça no mundo. Tá tudo dominado pelos canalhas da hora, formando verdadeira quadrilha de espertahões e canalhas de todas as estirpes e cores.

Não adianta lutar por mudanças se estas foram jogadas no lixo pelo atual governo. O brasileiro, mal informado e preguiçoso, prefere gastar energias com outras coisas sem importância, como futebol, novelas e outros programetes idiotas da mídia.

A esperança era a PNBL atingir todo o território nacional em pouco tempo. Mas o ministro das Comunicações roeu a corda da vergonha e se tornou novo membro do poder, colocando obstáculos na Banda Larga, pois passará a responsabilidade dessa implementação para as teles. Outro fanfarrão. Deve estar bem de vida a essa altura, embora com o corpo apodrecido e a alma sebosa.

A Saúde continua com o mesmo descaso com o cidadão (exceto às pessoas do poder que têm nos hospitais de referência um ótimo leito para se recuperar - tudo pago pelo povo); a Comunicação nas garras de meia dúzia; a violência (inclusive a policial) explodiu e ceifa a vida de centenas de milhares de brasileiros todos os anos, tal é o descaso dos governos. Até mesmo nesses poucos quesitos não há sinais de mudanças. A Justiça está a serviço dos poderosos. Uma recente lei aprovada no Congresso Nacional não permitirá que rico criminoso vá para a cadeia. A juizada e desembargadores vendem sentença impunemente. MP dependendo de quem é o acusado, finge-se de morto e nada apura. O atual ministro da Justiça não se cansa de defender ladrão poderoso. Fazer o quê? largar de mão, eis a resposta.

Se o corpo  de quem não se mistura nessa sujeira apodrecerá no pós morte, para a alma ainda há chance. Não é válido e justo gastar vela com maus defuntos. Prefiro dedicar, a partir de agora, minhas energias com outros temas. Não sou candidato a nada e nem o serei. Também não serei apaniguado de político nenhum a ocupar cargos ns administrações e defender essas almas sebosas.

O que ficou foram as amizades com pessoas simples, como eu, conquistadas nessas lutas. Mas é inútil lutar se quem tem o poder de mudar não quer nada com nada. A nossa saúde se esvai à toa.

Novos rumos

Como disse acima, vou me dedicar a outros temas. Não sei qual. Escrevia alguma coisa sobre polícia. Criei um jornal impresso que defendia as mudanaçs estruturais necessárias nas PMs brasileiras, pois o modelo, arcaicoe desumano, é violento tanto para os policiais menos graduados como para o cidadão simples e humilde. Por outro lado, é muito bom para quem comanda e para governos autoritários e que querem manter o povo à distância, na periferia das conquistas,  nem que tenham de usar de violência, balas e bombas para isso. Os próprios PMs da região ajudavam com recursos para a impressão. Mas até isso foi escasseando, o que me forçou a acabar com o jornal. Tentei a NET, mas não vai dar. O cérebro do Brasil está podre e cheio de vícios nojentos. Prefiro ficar por aqui na vida simples e humilde, mas de cabeça erguida e alma limpa de atos criminosos.

sábado, 16 de julho de 2011

O engodo do reajuste salarial à PM (praças) do Estado de São Paulo


Governantes tucanos constituem-se nos algozes dos praças
 Mais uma vez o Governo de São Paulo e a Polícia Militar dão um tapa na cara dos praças e até da população ao anunciar o índice de "reajuste" da insitutição. Os 15% em nada suprirão as necessidades da maior parte da categoria (praças - soldados, cabos, sargentos e subtenentes), mas foi muito bom para os oficiais da PM, pois trouxe no bojo da lei o que o comandante da PM chamou de "uma injustiça que se corrige depois de 20 anos". Não é bem assim.

A princípio, é de bom tom começar pela nota enviada pelo comandante geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, a todos os quartéis. Nela, o militar exalta os 15% e o pacote de mudanças na carreira policial. A proposta ainda será enviada à Assembleia Legislativa para aprovação. Curiosamente, um dos que mais lutaram por esse pacote tenha sido, além do comandante geral, o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, um ex-coronel (oficial) da PM. Coincidências, apenas coincidências

O coronel afirma que a inflação prevista para 2012, desde 2009, deve chegar a 18%. O aumento anunciado de 15% em 2011 e 11% a partir de agosto de 2012 chegará a 27,7. Um ganho, nas palavras dele, a todos oficiais e praças. Não é bem assim.

No pacote de mudanças, a proposta traz o que o comandante chama de "corrigir uma injustiça de 20 anos". Os oficiais, diferente dos praças, não ganham o posto imediato ao passarem para a reserva (aposentadoria). Mas não há nenhuma injustiça nisso. Esse acordo foi firmado no biênio 1990/1991 junto ao então governador Fleury, através da Lei Complementar 673 de 30 de dezembro de 1991.

A LC 673/91 deu 110% de aumento salarial apenas aos oficiais, mas retirou o posto imediato ao passar para a reserva. Foi o acordo feito entre os comandantes da PM e o governador Fleury, um ex-oficial da PM.

Na proposta atual, pede-se a volta do posto imediato, mas não há nenhuma contrapartida aos praças que, naquele período, obtiveram 0% de reajuste. Um total desequilíbrio, portanto.

Nunca é demais lembrar que quem trabalha nas ruas em contato direto com o cidadão e no combate ao crime é o praça. Ao oficial cabe apenas a gerência da organização, cujo contato com a maioria dos cidadãos é quase zero. E tem mais abaixo.



Agora, oficiais da PM poderão viajar sem o fardamento

Recentemente, o mesmo comandante geral conseguiu comprar um carro Captiva para si e 61 Vectras que foram entregues a vários coronéis-comandantes, sem as cores dos estado - descaracterizados -, inclusive podendo se deslocar sem o fardamento - usam terno -, fugindo ainda mais do contato com o cidadão. Na ocasião foram gastos mais de R$ 2 milhões na aquisição dos veículos.

Recordar é viver... ou morrer de fome ou no "bico" de segurança privada.

Para não comer gato por lebre e permanecer com os olhos bem abertos, vale lembrar que, há alguns anos, o vale refeição dos policiais militares - oficial nunca recebeu - foi reajustado de R$ 2 para R$ 4 (ainda é esse valor irrisório) e junto a ele foi dado 4% de aumento no salário, mas com uma fórmula nociva aos praças.

O governador rebaixou o teto salarial para o pagamento do vale refeição na mesma lei, constituindo-se na ocasião num pacote, mas este também de maldades. Assim, policiais que recebiam o ticket deixaram de receber, em razão desse rebaixamento do teto, contribuindo para que o cofre público não fosse utilizado no aumento anunciado ou não sofresse prejuízo, trancando o cofre

Na realidade, o policial militar que recebia antes do teto rebaixado deixou de ganhar algo em torno de R$ 90 de ticket, mas "recebeu" cerca de R$ 40 de reajuste (4%). Uma maldade incrível.

Cofre aberto

O jornal Folha de São Paulo publicou há alguns dias que 15 mil oficiais e pensionistas destes recebiam salários acima da lei, o que fez com que o governador Alckmin viesse a púbico dizer que "não houve má-fé e que os beneficiados não devolveriam os valores recebidos a mais". Nesse caso o cofre foi destrancado.

E, para finalizar o saco de maldades contra os praças da PM, o STF - sempre ele contra os menos favorecidos - decidiu que o pagamento da insalubridade não deve ser pago aos policiais militares reformados/da reserva ou aos pensionistas destes, o que vai trazer um rebaixamento salarial e que não será suprido na proposta salarial encaminhada à Assembleia Legislativa para o biênio 2011/2012. Ou seja, mais uma vez os praças da PM serão prejudicados pelo governo e pelo próprio comando da instituição militar. No caso dos oficiais, a promoção ao posto imediato suprirá com sobras a perda da insalubridade. Diferente dos praças, cuja quantia em valores da promoção de uma graduação para outra é insignificante.

Polícia pode faltar

É por essas e outras mais que os índices de criminalidade e violência têm chegado às alturas e se tornaram insuportáveis à população, cujas famílias são dizimadas pelos criminosos, trazendo dores, tristezas e lágrimas. O praça da PM acaba fazendo do serviço policial militar o bico, onde deve descansar para, logo depois, poder estar em melhores condições físicas e psicológicas para assumir a função de segurança privada, única maneira honesta de ver o seu ganho no fim de cada mês maior. Por outro lado, alguns poucos autoprivilegiados da corporação conseguem, na forma da lei, conquistas que lhe permitirão uma melhor qualidade de vida, mesmo afastando-se da população - atividade-fim - com seus carrões descaracterizados. Se a razão da existência da Polícia Militar é o cidadão, cujo fardamento dos PMs, viaturas policiais caracterizadas, etc. tem o simbolismo de transmitir a sensação ou mesmo a segurança, alguma coisa está fora de ordem e precisa mudar.

Na outra ponta, há um sentimento de desânimo nos praças com os quais se conversa. Estão cada vez mais decepcionados com os rumos que tomam a segurança pública no Estado de São Paulo nos quesitos salário e condições de trabalho, pois, com o aumento incrível da criminalidade, os praças têm sido mortos em emboscadas pelos marginais, no bico ou na própria casa, ou são escalados em serviços extraordinários sem nenhuma contrapartida - PM não recebe hora extra nem banco de horas pelas horas a mais. Depois, na hora do governo reajustar o salário daqueles que estão na ruas no combate ao crime, são preteridos.

Diante disso, no momento em que o cidadão discar o 190 não deverá se surpreender se a viatura demorar a chegar ou mesmo não comparecer. Nenhum ser humano de mente sadia aguenta tanta humilhação e descaso. E de nada adianta dizer, como se diz nos quartéis, para o praça pedir baixa (sair da instituição). Este blog tem mostrado, em matérias anteriores, que o problema não está somente no andar de baixo. O andar de cima da corporação também precisaria ser fiscalizado pela sociedade, embora a PM, sendo um prestador de serviço público, ainda mantenha suas ações nas sombras e sem dar satisfações de seus atos à sociedade.

Porta voz da maldade

A mídia tradicional serve de porta voz do poder ao divulgar os índices de reajuste (neste caso proposta) sem nenhum questionamento. De nada adianta procurá-la para dizer o que realmente acontece em São Paulo, pois, como é sabido por todos, existe uma ligação umbilical entre a mídia e o PSDB. Há denúncias de que essa ligação seria ornamentada com dinheiro público, o que retiraria desta mesma mídia o poder de criticar ou mesmo ser o fiscal dos órgãos de governamentais tucanos.

Quem vai ingrerssar na PM?



O crime da moda tem sido a explosão de caixas eletrônicos

Diante do quadro de abandono pelos qual passam os praças, é possível perguntar quem vai ingressar (se é que já não há) na PM para fazer o policiamento das ruas. Qual o nível intelectual ou moral dos futuros candidatos? Sim, aquele que tem um mínimo de formação educacional ou técnica não vai se submeter a um tratamento desigual - muitas vezes humilhante, desumano e cruel dentro dos quartéis desde o período de formação - semelhante ao que ocorre na PM paulista.

A corporação poderá ser procurada por candidatos que vão se arriscar no conluio com criminosos. Se forem descobertos, e muitos o são, devem ser demitidos ou expulsos, mas não perderão muita coisa. Nem a honra, pois esta já se perdeu no conluio com o crime. Por outro lado, até que sejam descobertos, muita coisa ruim e que não tem volta terá acontencido. Ultimamente, a mída tradicional tem mostrado - do meio da hierarquia militar para baixo somente - que a participação de policiais militares em atos criminosos tem sido grande. Do meio para cima, consequentemente, pouca coisa é divulgada.

Associações

O presidente do Centro Social dos Cabos e Soldados, cabo Wilson de Morais, disse que o governo paulista "começa a fazer justiça com a categoria, embora a defasagem chegue a 40%". Bela justiça essa, presidente. Vale ressaltar que o presidente já foi deputado estadual pelo PSDB.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O que a aprovação da PEC 300 tem a ver com o Brasil e os brasileiros?

 
Infelizmente, alguns policiais (praças) não entram de vez na luta por dignidade salarial e melhores condições de trabalho. Os motivos são os mais variados: descrédito, desânimo ou preguiça mesmo. E o pior de tudo se vê na incapacidade de unir e se organizar, preferindo acreditar no que diz os comandantes. Estes, sim, são unidos, protegem-se mutuamente e a um pequeno grupo e prejudicam a vida de milhares de praças pelo simples prazer.
 
Um exemplo cabal dessa conversa mole foi o anunciado aos quatro ventos pelo comandante geral de que o índice de reajuste da PM para julho, cujo governo não cumpriu o dissídio em MARÇO. A Assembleia Legislativa entra em recesso no dia 15 e precisa votar o índice antes disso. Parece que não vai dar tempo. O praça será enganado mais uma vez.
 
Tenho uma opinião pessoal sobre a PEC 300 (cria um piso salarial para as polícias brasileiras), cujos oficiais são contrários à aprovação porque querem a carreira jurídica (inicial de R$ 18 mil). As PMs são violentas e muitas vezes arbitrárias contra a população mais simples. É essa população que irá pagar a conta desse aumento. Seria justo?
Em um país onde os criminosos de colarinho branco são impunes e até isentos de abordagem e fiscalização, mas o cidadão humilde muitas vezes é punido de forma injusta, para que dar aumento salarial à polícia?
 
O policial miitar (praça), diante de sua inércia em todos os aspectos da vida, vai continuar a ganhar uma miséria, a agredir o cidadão simples, fazer vistas grossas aos criminosos poderosos e servindo de capacho dentro dos quartéis, pois foi adestrado para tal. A sociedade desinformada e com preguiça em adquirir conhecimentos continuará a ser espancada nas ruas e enganada por aqueles que detêm o poder, utilizando-se da mídia para difundir as inverdades.
 
Ou a sociedade (praças incluídos) começa a ser organizar e pedir uma basta nessa situação ou vamos continuar a assistir as cenas de violência diárias em todos os cantos desse Brasil. O país cresce e se desenvolve, mas essa riqueza produzida não chega a todos. Uma ou outra categoria vai às ruas exigir os seus direitos sonegados, mas é massacrada por aqueles policiais militares (praças), que também têm os seus direitos de cidadania negados
 
Educação
 
Até as folhas da quase extinta Mata Atlântica sabem que a educação pública básica nas mãos de estados e municípios não funciona. Embora tenha uma receita relativamente alta de recursos, o dinheiro é desviado de sua finalidade, pois a educação de qualidade só se tem na iniciativa privada, privando milhões de jovens de terem uma vida digna e um futuro promissor e digno.
 
As escolas públicas de ensino fundamental e médio servem apenas para abrigar apaniguados políticos (cargos e mais cargos de confiança) e moeda de troca entre a politicalha para conchavos estaduais ou municipais.
 
Esse descaso leva muitos jovens sem opção ao crime, deixando para os praças da PM (trabalham nas ruas em contato direto com o povo dentro de uma viatura, moto, cavalo ou mesmo a pé) a tarefa de cobrar deles o que o estado, embora recebe em impostos para isso, nunca ofereceu. O estado, através da PM, empurra o cidadão para uma vida miserável, cujas consequências são a violência nas ruas e avenidas.
 
Saúde
 
A saúde do brasileiro está entregue às traças. Os hospitais públicos estão sucateados em pessoal especializado, instrumentos ou maquinário específico, leitos, medicamentos e remédios. Isso todos falam, mas se aponta o porquê. 
 
Desde o início do milênio, a saúde foi privatizada. Os recursos, embora relativamente alto, não são aplicados na saúde pública, sendo também desviados de finalidade - geralmente o bolso de almas sebosas. O motivo está na privatização. Hoje, o cidadão que quiser ter um atendimento hospitalar de média qualidade tem de fazer plano de saúde privado. Essas empresas de saúde, como todo comércio, quer lucro e mais lucro, pouco se preocupando com a saúde das pessoas.
 
Os governos, por sua vez, nada fazem porque estão presos à malha fatal. Muitos que ocupam cargos de poder, eletivos ou não, são empresários até do setor, como acontece também na educação. Uma melhora no atendimento dos hospitais públicos resultaria na extinção pura e simples dos planos privados.
 
O poderoso de plantão se socorre do hospital privado e de qualidade, cuja conta é paga na continuidade do modelo perverso em vigência, ou seja, pelo cidadão pagador de impostos astronômicos. Será que ele está pteocupado em mudar esse modelo infernal?  
 
Segurança Pública
 
A segurança nas ruas e avenidas dos 5.565 municípios está entregue à Polícia Militar de cada estado. É ela quem deve estar ostensiva e visível no policiamento, cujos integrantes devem ser os mais especialistas possível. Mas isso é que o se vê? Claro que não.
 
A doutrina militar é agressiva por natureza. Não existe respeito mútuo entre os próprios integrantes, mas a imposiçao deste do subordinado para com o superior. A recíproca nunca é verdadeira ou se faz presente.
 
O PM, doutrinado pelo militarismo de guerra que prega a eliminação do oponente, vai às ruas e faz do cidadão o seu subordinado. Ou seja, o cidadão é quem deve respeito ao policial. A recíproca...
 
Diante dessa modalidade da Idade Média, é comum os atos de violência. O cidadão simples e das periferias, privado de uma vida digna e de serviços básicos do estado, muitas vezes não aceita ser tratado com um "ninguém" pelo policial militar (praça e fruto do mesmo meio de exclusão, mas ele pensa que não). Este, por sua vez e achando-se superior ao cidadão, não aceita ser interpelado ou questionado, pois o militarismo não permite questionamentos. A ordem dada deve ser cumprida na íntegra sob pena de punição. Daí para a agressão (e morte) é um pulinho. Diferente quando o cidadão abordado é um poderoso. Aí, o PM vai falar manso e com respeito, independente do que ele faça. Há casos de desrepeito por parte do PM, mas a punição é líquida e certa, chegando, inclusive, à demissão.
 
É isso que se vê nas ruas todos os dias, mas não se vê nos quartéis. As PMs, como prestadoras de serviço público, ainda são fechadas e mantêm as mesmas normas de ditaduras. Um serviço básico social não deveria ser obscuro e viver na penumbra, mas, sim, transparente e que preste contas de suas ações. Enquanto se mantiver nesse modelo arcaico, desumano e cruel, as PMs serão os órgãos repressores da sociedade.
 
Esse modelo de (in)segurança pública interessa a governos insensíveis, corruptos e incompetentes, pois mantém a distância entre ricos e pobres, serviços de ótima qualidade e de péssima, superiores e subalternos e muita grana pública para fazer o que quiser. Se houver cobrança por parte do cidadao excluído, as PMs estarão lá para o receber com bombas, gás pimenta, tiros de de balas de borracha ou reais e muita pancada.
 
Por outro lado, há governos que não aceitam esse estado de coisas, mas se sentem presos ao modelo secular enraizado na nação. Alguns tentaram romper com esse modelo desumano na educação e na humanização da PM, mas foram rechaçados, bem como suas iniciativas democráticas.
 
A voz do poder
 
É a grande mídia (emissoras de rádio e TV, jornalões e revistões) a responsável pela transmissão de notícias e fatos que interessam a esses governantes cruéis, suprimindo tudo aquilo que possa colocar em risco a manutenção dos benefícios que mantêm. Ao primeiro sinal de igualdade, a grande mídia se junta e sai com manchetes incríveis para repudiar qualquer tentativa. O cidadão desinformado acredita, infelizmente.
 
O tripé da vida digna
 
Educação, saúde e segurança pública constituem o tripé de uma vida digna para uma nação. Sem esses serviços de qualidade para todos jamais teremos uma nação séria e compromissada.
 
De nada adiantam ações pontuais de erradicação da miséria, se não se destruir esse modelo perverso do tripé da dignidade. Curiosamente, mas não surpreendente (o alma sebosa é capaz de tudo para obter lucro), até os alimentos foram privatizados. Se não bastasse a iniciativa privada tomou conta da educação, saúde e segurança pública (embora pública, serve somente a interesses de um pequeno grupo), a agricultura familiar brasileira (que abastece a mesa de todos) vem, a passo largos, cedendo espaço ao agronegócio (planta-se em larga escala apenas para exportação - toneladas em soja para alimentar porcos na China, por exemplo).
 
Os investidores aplicam o dinheiro na agricultura de exportação esperando os lucros criminosos, como fazem na educação, saúde e segurança dos países, transformando o Brasil e o mundo em locais difíceis para se viver com dignidade. Será que estamos próximos ao fim dos tempos? Quem continuar vivo vai saber.
 
Internet
 
Graças à internet, esse círculo prejudicial de transmissão/omissão de notíciais da grande mídia foi quebrado pea internet. Os fatos correm pelo meio virtual em tempo real, colcando em cheque a credibilidade ou desnudando os interesses midiáticos na veiculação daquilo que quer noticiar. Mas tem gente querendo controlar esse meio democrático. O AI-5 digital do tucano Azeredo (pai do mensalão) quer tirar essa possibilidade de se informar do cidadão. Ele quer uma lei para controlar a democrática internet. As mesmas leis que os poderosos vilipendiam, mas que são implacáveis contra o cidadão simples.
 
Diga não ao AI-5 digital do poderoso mensaleiro.

domingo, 3 de julho de 2011

Lei 12.403 dá legalidade ao crime e é um risco à democracia

Tem-se lido em vários meios fora do eixo da grande mídia o repúdio à nova lei, aprovada no Congresso Nacional pelos representantes do povo, que vai colocar quase metade dos presos que cumprem penas nas cadeias nas ruas. Pessoas estudadas, formadas e tudo o mais resolveram erguer a voz contra o que eles chamam de liberdade para matar (roubar, estuprar, etc) ou lei da impunidade.



É curioso notar que a mídia tradicional, crítica contumaz de tudo e de todos, não tenha feito um único editorial enxovalhando a lei (12.403). Por que será? Mais abaixo, no vídeo, virá o motivo.
Essa nova lei não foi feita para libertar os ladrões de galinhas ou assassinos de pobres que cumprem pena nas fedorentas cadeias brasileiras. Ela tem um objetivo bem maior e mais e perigoso até para a própria democracia em construção no país: os criminosos ricos e poderosos.

Foi um acinte o episódio Pimenta Neves. Ou o caso Abidelmassi. Ou o assassinato de Mércia Nakashima. Mas não se fala nada sobre o caso Banestado. Ou a Operação Satiagraha que prendeu Daniel Dantas. Ou a Operação Castelo de Areia e a descoberta de um rosário de crimes fiscais e econômicos praticados pelas empreiteiras, as mesmas que levaram um presidente ao impeachment. Crimes contra o país e contra o erário da saúde, educação, segurança, transportes, moradias, etc. Em consequência disso, quantos crimes mais não aconteceram ao longo dos anos? Quantos mais, principalmente jovens e sem perspectivas, não enveredaram para o caminho do crime, das drogas, do roubo, da violência?

Então, nada mais justo do que o Congresso Nacional parir uma lei que abrigue, proteja e explique todos esses crimes praticados e permitir que seus autores não sejam presos em flagrante e permaneçam, por pouco tempo sequer, na cadeia. De roldão, permite que os ladrões de galinhas sejam beneficiados também. Claro que vai depender do entendimento do juiz ou da condição econômica ou de influência do acusado. Depende do entendimento do juiz e das instâncias superiores deste. "Se rico, poderoso ou influente, teje solto, meu filho". (vale lembrar a condenação de Daniel Dantas a dez anos pelo então juiz de 1ª instância, Fausto de Sanctis, e os dois HCs a jato do STF - ministro Gilmar Mendes - e a ilegalidade imposta pelo STJ à Operação Castelo de Areia)

Viu-se, recentemente, a prisão em flagrante de prefeitos, vereadores e secretários municiapais por crimes praticados contra o erário. Policiais civis e até federais colocaram na cadeia autoridades de Campinas, Taboão da Serra, Taubaté e outros municípios. Não demorou muito e a Justiça colocou todos na rua e, pior, reassumiram os cargos novamente. Essa lei ordinária foi feita exatamente para impedir que os ladrões públicos poderosos sejam presos em flagrante delito, transformando-o em medidas cautelares. Santa canalhice.

Riscos à democracia

Todo esse conjunto de permissividades e liberdades (para cometer crime impune) vai colocar em risco a imberbe democracia brasileira. Mesmo o povo brasileiro sendo condeirinho, inerte e passivo, não há sociedade que resista a toda essa roubalheira e impunidade generalizada, cujas consequências afetam por demais o futuro das novas gerações, como vem afetando desde 1500, o que transformou o Brasil num dos países mais violentos e injustos do mundo.
Luta-se por liberdades, mas não se quer as responsabilidades e as obrigações que estão intimanente ligadas a elas, servindo de equílibrio para não se avançar na vida das outras pessoas.
Receio que o futuro do Brasil seja mais uma ditadura, fruto da irresponsabilidade dos políticos eleitos pelo povo que, na campanha e na diplomação, prometeram condutas completamente diferentes e sempre a serviço de todos.

Para ilustrar

No vídeo, o jornalista João Leite Neto escancara a amizade perigosa, perniciosa e lesiva aos cofres públicos do governador do RJ Sérgio Cabral com empreiteiros. Embora seja um defensor árduo e assíduo das barbaridades correlatas que acontecem na SP dos tucanos, os comentários são importantes e têm fundamento.

Ele explica o porquê da mídia está tão caladinha quanto a essa lei reles e ordinária: grana, muita grana.

É de bom alvitre que o brasileiro coloque as barbas de molho. Enquanto permanece sentado no sofá ou deitado na cama esperando as melhorias, o Brasil caminha, a passos largos, de volta a um doloroso passado recente, cujas vítimas - muitas - não foram sequer encontradas; os algozes, sequer punidos. E não tem Comissão da Verdade que possa identificá-os e condená-os, pois, com essa aviltante lei, é que jamais serão. Muitos de nós vamos chorar.


domingo, 29 de maio de 2011

De soldado a coronel: o Brasil e seu povo ganhariam muito


Um inédita iniciativa do governo de Goiás pretende criar a carreira única na Polícia Militar: o soldado, início de carreira, poderia chegar a coronel, posto máximo, rompendo com o modelo algo hereditário como é hoje e criando perspectivas de aproximação verdadeira da polícia do cidadão.

No modelo atual que vige para ingresso nas polícias militares brasileiras, o postulante a ser policial tem duas maneiras de o fazer: ingressa como soldado (praça) ou como aspirante-segundo tenente (oficial). Essas duas formas são distintas entre sí, embora o mesmo ofício em oferecer segurança pública à sociedade.

O conscrito para praça, depois de um concurso escrito relativamente fácil, permanece um ano na escola de soldado onde aprende a respeitar o superior hierárquico e uma ou outra noção de direito humano, que não gozará durante os 30 anos que permanecer na caserna. A ditadura ainda não foi abolida no intramuros das PMs.

O conscrito para oficial, depois de prestar exame vestibular difícil e desgastante - USP, no caso de São Paulo -, vai para a academia aprender a gerenciar a Polícia Militar. O contato social, antes ou depois de formado, do oficial com as pessoas mais simples ou com as ocorrências diárias nas quais a instituição intervém é mínimo ou quase nenhum.

Geralmente, os aprovados no vestibular para oficial são fihos ou parentes próximos dos oficiais da ativa dessas instituições ou pessoas de classe social mais elevada, cujo contato com as classe mais baixas da sociedade são quase inexistentes. Claro que, em toda regra, acontecem algumas exceções.

Mas os filhos, parentes ou pessoas de condição de vida melhor não são privilegiados nos exames: tem mais condições culturais de aprovação em razão das melhores condições sócio e econômicas de seus familiares que permite que estudem em escolas de boa qualidade. Diferente acontece com os familiares dos praças ou gente do povão, cuja vida, mais difícil e carente de recursos, os abriga a estudar em escolas públicas de qualidade ruim. E assim tem sido há muitas décadas.

Excludência e discriminação



Quem nunca viveu (ou vive) uma situação difícil não entende determinadas atitudes ou ações de outras pessoas. Se um oficial da PM não passou por privações - materias ou não - não consegue entender porque as classes mais baixas da sociedade algumas vezes vão às ruas exigir os seus direitos sonegados pelo estado. Ou mesmo dos servidores públicos de menores escalão nas reivindicações salariais ou de trabalho.

As pessoas que ocupam cargos mais elevados dentro do serviço público não precisam se reunir nas ruas para a exigência dos seus direitos. As tratativas são realizadas a portas fechadas e longe dos olhos da sociedade. Como, então, algumas carreiras ou o mesmo o cidadão podem ir para as ruas exigir?

Novo tempo

A iniciativa do Estado de Goiás pode ser o rompimento com essa exclusão ou discriminação, uma vez que obrigaria as escolas públicas melhorar o ensino para suprir o imenso número de policiais militares necessários para o policiamento preventivo nas ruas. As políciais abrigariam, de alto a baixo, servidores de todas as classes sociais e permitiria um melhor entendimento da problemática na vida das pessoas do conjunto da sociedade.

Em última análise, seria o pantapé para uma real mudança social no Brasil em todos os níveis, pois as possibilidades seriam iguais a todos em todas as carreiras, que hoje são acessíveis a um pequena parcela algo elitista da sociedade, e não só nas polícias militares.

Se o Brasil conseguiu dar um salto de qualidade nos últimos dez anos, quer no desenvolvimento quer no crescimento, estes devem ser estendidos a todos os cidadãos, o que proporcionaria, sem sombra de dúvidas, uma diminuição sensível nos índices de criminalidade e violência, cujos ganhos seriam de todos. Não só isso mas criaria uma consciência crítica muito maior e mais abrangente do que se tem hoje.

Dificuldades



A proposta do governador de Goiás vai enfrentar uma série de obstáculos para ser implantada. Os oficiais da PM não querem nem ouvir falar em dar oportunidades iguais aos praças. Isso é fruto de uma doutrina retrógrada e fora da realidade de pelo menos um século e que vai de encontro á democracia em construção no Brasil. As desculpas seriam muitas. Dentre elas pode-se destacar a falácia de que a hierarquia e a disciplina rígida dos militares poderiam ser abaladas, levando a instituição à bagunça. Nada disso é verdade, pois basta olharmos para o que se tem hoje em segurança pública, cujos privilégios e benesses caminham apenas para um lado, deixando para os outros dois -praças e povo - as consequências do malfadado policiamento em curso

Outro ponto que pode pôr obastáculos a essa mudança seria a ingerência de uma seita secular secreta. A grande maioria de oficiais das PMs são membros dessa seita e que é composta ainda por juízes, delegados, políticos de todas as esferas e outras pessoas influentes.

Governantes autoritários e que sonegam serviços sociais básicos ao cidadão também são contrários às mudanças nas polícias militares. O povo, organizado, quando sai às ruas para exigir o cumprimento das leis por esses governantes, é rechaçado pelas violentas, autoritárias e excludentes PMs.

Sem contar a pressão que, hoje, sofrem os policiais militares em vários estados, os quais lutam por melhores condições salariais e de trabalho. Estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia, Alagoas, Pernambuco e alguns outros têm enfrentado as manifestaçoes de praças com punições abusivas e que não encontram amparo na democracia. São transferências sem motivo aparente para unidades distantes de seus domicílios; mudanças constantes na escala de serviço, dificultando a vida do praça nos quesitos serviço/folga/bico; recrudescimento nas prisões de faltas disciplinares tipicamente militares (continência, chapéu na cabeça, bota ou fardamento limpos, barba e cabelo aparados, etc). Todas essas ações têm os governos por trás e os oficiais da PM como executores das cobranças abusivas numa clara tentativa de esvaziar o movimento pacífico dos praças por melhorias. 

Consciência em segurança pública

A proposta do governador goiano precisa de apoio da população. Todo o conjunto da sociedade ganharia e se fortaleceria com essa mudança estrutural. Afinal, um país não se faz sem educação. Essa medida obrigaria os governos estaduais a tratarem a educação de forma consciente e responsável.

A sociedade atual não discute segurança pública preventiva em razão do segredo institucional que as PMs se auto impõem, fazendo dela um ambiente fechado e que não deixa passar a luz entrar, embora seja um serviço público que exija transparência.

 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Mídia, por que não exumar o caso Banestado?


Temos visto desde de que Lula assumiu a presidência da República uma série de acusações da mídia e da oposição - tucanos de DEMos - de corrupção e atos ilícitos que teriam sido praticados pelo governo ou seus assessores diretos ou até dos ministros de Estado. A imensa maioria dessas acusações jamais foi provada, mas serviu para se tentar desestabilizar o governo Lula e trazer enormes prejuízos ao país e a seus milhões de brasileiros. A cara de pau foi tão grande dos acusadores que chegaram a criar um movimento para derrubar o presidente Lula em 2005. O Movimento "Cansei" foi idealizado pela elite branca paulista e tinha como membros alguns artistas da televisão, cuja atuação disfaçada era a indignação com o "caos aéreo" daquele tempo. Sem público e sem moral a tentativa de golpe fracassou, mas as acusações infundadas não cessaram. Aliás, continuam até hoje

Com a presidenta Dilma não é diferente. Sem qualquer base sólida a mídia solta boatos e factóides no intuito de criar embaraços ao governo, culminando por embaraçar, sim, a vida calma e crescente do país e de seus habitantes. Será que o crescimento do país incomoda tanto essa gente? Não é possível para essa gente que o Brasil cresça e distribua renda? Essa gente se acha dona do Brasil e das riquezas que o país produz?

A última acusação se refere ao crescimento do patrimônio do agora ministro Antonio Palocci em 20 vezes em quatro anos, cujos dados relativos constam na declaração do minstro. Mas a sanha acusadora da mídia não cessa. Ora, segundo se lê na internet em diversos blogs, o patrimônio da filha do ex-governador paulista José Serra cresceu 50 mil vezes. Ao que parece, a mídia prefere os boatos aos fatos ainda não investigados nem divulgados por essa mesma mídia. Por quê?

50 mil vezes maior

A empresa DECIDIR.COM BRASIL foi criada em 8 de fevereiro de 2000 com capital de R$ 100 (cem reais). No dia 22 do mesmo mês, a empresa mudou o nome para DECIDIR.COM BRASIL SA e a sócia Verônica Allende Serra, filha do ex-governador Serra, assumiu o cargo de diretora e vice-presidente da empresa.

Quarenta e dois (42) dias depois da criação da empresa, ou seja, a 21 de março de 2000, o capital foi aumentado para R$ 5 mihões: 50 mil vezes o valor de início.

Vale ressaltar que, antes da empresa DECIDIR, Verônica Allende Serra era sócia do pai na empresa de consultoria ACP - ANÁLISE DA CONJUNTURA ECONÔMICA E PERSPECTIVA LTDA. Aqui

Serra, mesmo não tendo declarado a empresa, conseguiu concorrer às eleições de 1994, 1996 e 2002. A mídia tupiniquim jamais tocou no assunto sobre a sociedade de pai e filha e do crescimento do patrimônio da filha.

Curiosidade

É nessa época que estoura talvez o maior roubo contra o Brasil. Calcula-se que no caso BANESTADO tenham sido desviados para os paraísos fiscais, via EUA, cerca de US$ 250 bilhões de dólares, de forma ilícita, fruto de desvio de dinheiro público e do crime organizado - tráfico de drogas e armas. Este último seria de US$ 12 bilhões.

Caso BANESTADO

A desviança teria começado em 1996 e tem nos extintos bancos BANESTADO e ARAUCÁRIA os meios por onde escorria o dinheiro. As contas CC-5 serviam para que brasileiros residentes no exterior pudessem ter conta corrente no Brasil, podendo o dinheiro ser movimentado do Brasil para qualquer país do mundo sem indicar a finalidade.

E assim foi na Tríplice Fronteira, em razão do comércio existente no Paraguai, que teria se montado o maior esquema de remessa dinheiro sujo ao exterior, via doleiros e laranjas. Um grande número de políticos ilustres do PSDB e PFL (atual DEM) figuram na lista dos que se beneficiaram do esquema de envio de dinheiro aos paraísos fiscais, conforme pode ser lido aqui.

O procurador Luiz Francisco de Souza chegou a acusar o ex-senador Jorge Bornhausen de ter enviado US$ 5 bilhões através do banco Araucária aos paraísos fiscais. Aqui. Não se sabe se a denúncia procede ou não.

Mídia omissa

Na série de matérias elaboradas pela revista IstoÉ Dinheiro aparece pelo menos o nome de uma jornalista. Fala-se, à boca pequena, que outros profissionais da comunicação estariam também envolvidos nas remessas fraudulentas, além de jogadores de futebol, artistas de televisão, políticos e outras autoridades. Á época falou-se que se o caso Banestado se tornasse público, o Brasil viria abaixo.

Outro ponto que a mídia não diz é que o delegado Castilho, que rastreou as contas no exterior, teria identificado cerca de 52 mil brasileiros ilustres nas remessas ilegais.

Ano passado, um jornal do Paraná chegou a mencionar que a PF teria identificado cerca de R$ 124 bilhões remetidos aos paraísos fiscais, via Banestado e Araucária. Este, pertencia à família do ex-senador Jorge Bornhausen.

Banestado foi morto e sepultado vivo no MPF

Chegou-se a criar uma CPMI no Congresso Nacional para apurar esses desvios, tendo como presidente o deputado federal José Mentor e o ex-senador Antero Paes de Barros como relator. Acusações de lado a lado sobre vazamentos de informações sigilosas enterraram vivo e inconcluso o caso no MPF. Um ou outro contínuo dos bancos teriam sido condenados, mas os cabeças do esquema jamais foram punidos ou até mesmo investigados.

Como punição, o delegado Castilho foi transferido, à época, para uma cidade de Santa Catarina e o procurador Luiz Francisco de Souza sumiu do noticiário midiático.

A história ficou com essa ferida aberta, mas a mídia insiste em dar ouvidos ao PSDB, DEM e aos contrários da elite branca numa tentativa clara de inviabilizar o crescimento do Brasil e o desenvolvimento de seus milhões de brasileiros, cujas oportunidades reais e verdadeiras surgiram a partir do governo Lula e prosseguem com Dilma.

Criações de FHC

O caso Banestado ocorreu durante o período em que FHC era presidente do Brasil. Nos estertores de seu governo, é dele as duas criações tidas como caminhos seguros para a impunidade: o Segredo de Justiça e o Fórum Especial para Políticos - devem ser julgados pelo STF. A alta corte já deu mostras do que é capaz.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Polícia Militar de São Paulo não aceita críticas


A insatisfação de dois oficiais da PM de São Paulo com mensagens eletrônicas captadas no universo da internet e enviadas através de e-mail gerou um convite para que um sargento reformado fosse ouvido a termo no batalhão de São Vicente (última unidade do sargento). Segundo a comunicação disciplinar feita por um dos oficiais e endossada por um major, o sargento denegria a imagem da instituição nos comentários que fazia baseados nas matérias enviadas.

O sargento alega que em nenhum momento procurou macular a imagem da instituição, mas espera, com as críticas que faz, melhorar a Polícia Militar e trazê-la mais próxima ao cidadão e da democracia, fazendo com que a população veja no policial militar um amigo pronto a ajudá-lo no que for preciso. Isso, hoje, é uma utopia. O cidadão trabalhador, principalmente das áreas menos nobres das cidades, não consegue enxergar no PM um aliado. A distância entre povo e Polícia Militar não é nova, mas fruto de um conjunto de fatores que começa bem cedo, no centro de formação de policiais através da doutrina e treinamento anacrônico militarizados.

No quartel, um calhamaço de papéis xerocados com as mensagens enviadas foi-lhe mostrado, bem como a acusação do oficial, via comunicação, de que no entender dele havia uma tentativa de dano à imagem da instituição militar.

Não, tenente. O sargento afirma que as críticas não mancham a imagem da corporação militar. O que depõe contra a instituição é o modelo militarizado extemporâneo enfiado goela abaixo de homens e mulheres que ingressam nas fileiras da Polícia Militar com objetivos de ajudar às pessoas em dificuldades em um mundo tão distinto. Nos cursos de formação, tenente, continua o militar reformado, o jovem conscrito terá de matar todo o aprendizado da vida civil e introjetar os valores tipicamente militares, fazendo-o acreditar que é diferente do vizinho que até ontem era seu semelhante. (*Aguinaldo José da Silva chama essa mudança de caráter de mortificação do self; ver ao final da matéria)

Como despir-se desses valores demanda tempo, a duração do curso de formação de policiais militares serve apenas para o jovem aprender todos os preceitos militares, reconhecendo seus superiores e a eles ser obrigados a demonstrar todos os sinais de respeito, mesmo que a recírpoca na maioria das vezes não seja verdadeira. Vale ressaltar que isso se dá em um ambiente hostil e de pouca comunicação entre os oficiais, comandantes, e os praças, executores das ordens e que vão lidar diretamente, depois de formados, com a população nas ruas.

Assim, todo sentimento de cidadania, democracia, igualdade, direito, garantia serão somente palavras do vocabulário para o jovem policial e não serão aproveitadas ou gazadas durante seu tempo de caserna. Em razão disso, o jovem policial recém formado na academia irá para as ruas tratar o cidadão do mesmo jeito que foi tratado na escola de formação, dentro do quartel e na péssima relação diária entre comandantes e subordinados, sempre dificultada pelos primeiros lastreada nas falaciosas hierarquia e disciplina.

População não confia na PM

Uma pesquisa recente feita por uma revista nacional mostra que 70,7% da população brasileira não confia ou confia pouco na PM. Em relação à atuação da PM, veja a opinião de 2.270 entrevistados:

* 55,4% acreditam que, no geral, a polícia é incompetente
* 63,2% afirmam que ela não respeita os direitos do cidadão
* 66,5% dizem que a policia é desrespeiosa nas abordagens
* 65,3% definem a polícia como preconceituosa

O resultado da pesquisa mostra que não são as críticas que maculam o nome da PM, mas o aprendizado, as péssimas relações internas e o modelo de se formar um policial estão enviezados e fora da realidade democrática, fazendo com o policial das ruas trate o cidadão da mesma forma que é tratado dentro dos quartéis pelos superiores, uma vez que o policial vê o cidadão como um subordinado que lhe deve respeito. Da mesma forma que o oficial não respeita o praça e os seus direitos, o policial não vai respeitar o civil ou os seus direitos nas abordagens nas ruas. Como garantir algo a outrem se não se tem essa garantia?

Policiais querem a desmilitarização das PMs

Em outra recente pesquisa feita pelo Programa das Naçoes Unidas para o Desenvolvimento - PNUD -, mais da metade dos 64.130 policiais querem a desmilitarização das Polícias Militares. Alegam eles que a hierarquia rígida, humilhações e desrespeito são os maiores entraves a integração polícia e povo.

Para 60% dos ouvidos, a vinculação da PM ao Exército é inadequada. O índice salta para 65,6% dos entrevistados quando o assunto se refere a injustiças e desrespeito causados pela hierarquia, ao responderem a questão se sua insituição é injusta e desrespeitosa. Os que mais se incomadam com isso (73,3%) são os de carreira mais baixa (praças).

Em comparação, justamente os que os que mais reclamam das políciais militares são as pessoas mais pobres da população, ou seja, os cidadãos das áreas menos nobres das cidades, cujas consequências chegam inclusive à morte das pessoas. Há ou não há algo errado nesse modelo militarizado?

Uma nota que vale ser ressaltada: 81% dos praças afirmam que há mais rigor nas questões internas e pouco rigos nas questões que afetam a segurança pública, o que corrobora com uma análise feita pelo coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro, Emir Larangeira, "é mais fácil o praça da PM ser punido por não prestar continência ao oficial do que uma agressão a um civil (pobre)".

Conseg

A 1ª Conferencia Nacional de Segurança Pública ocorrida em 2009 tratou sobre vários assuntos e definiu uma série de diretrizes, dentre elas a desmilitarização das PMs, uma das mais votadas. Até hoje, nada foi implementado a esse respeito. É certo que o lobby dos oficiais e até de governantes insensíveis colocam obstáculos a essa transição da polícia militarizada e anacrônica para uma polícia cidadã e moderna. Ninguém mais fala sobre o assunto. Por quê?

Poder paralelo

A presidente da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo - Adpesp -, Marilda Pansonato Pinheiro, é categórica ao dizer que a PM paulista se tornou um poder paralelo no estado. "A legitimidade é tão consolidada que a PM é quem que faz sua própria folha de pagamento. O Poder dado a esta instituição explica até o fato de oficiais escolherem carros de luxo para andar pelas ruas de São Paulo. A instituição, que não tem problema algum de verba, gastou recentemente R$ 2,8 milhões com uma Chevrolet Captiva para o comandante-geral, coronel Álvaro Batista Camilo, e 61 Vectras para atender aos coronéis da corporação. O carro do comandante é mais caro e luxuoso que o usado pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin". Isso tudo em um momento de caos econômico mundial, o que fez a presidenta Dilma Rousseff fizesse cortes no orçamento da ordem de R$ 50 bilhões. Parece que São Paulo está fora e não sofre os efeitos dessa realidade.

E vai mais longe, quando se refere ao controle que deveria haver sobre a instituição militar. "A Corregedoria da PM é só um nome fantasia, segundo o próprio Secretário de Segurança, Antônio Ferreira Pinto. Eles investigam as irregularidades, mas não fazem a correição de seus coronéis". Diferente postura tem a Corregedoria contra os praças, cujo rigor chega a fazê-la cometer injustiças muitas vezes insanáveis.

Polícia cidadã

Desse modo, continua o sargento reformado, não são as críticas construtivas que denigrem a imagem da corporação militar, mas os atos, gestos, atitudes e demonstração de força desproporcional e violenta em muitas ações contra a população que mancham a imagem da Polícia Militar perante grande parte da sociedade.

Espera-se que mais pessoas encampem essa tentativa de mudança na PM, cujos frutos democráticos poderão ser colhidos em um curto espaço de tempo. A polícia militarizada não pode continuar a ser vista como inimiga do cidadão brasileiro em um país democrático. Mas, para isso, terá de romper com a estrutura original criada em 1831 (SP) e trazida para o século XXI completamente transformada e adequada aos novos ares democráticos.

As críticas continuarão a ser expostas e enviadas até que as mudanças necessárias aconteçam.

* O mestrando Aguinaldo José da Silva fez uma tese aprofundada em 2002 sobre as políciais militares, tendo como base a PM de Goiás, intitulado "Socialização e Violência Policial Militar" e que explica bem a relação interna e externa das polícias militares brasileiras. Vale a pena ser lida.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Manifestação de policiais por melhores salários: falta chamar o povo para se unir nas reivindicações


As dificuldades dos militares são as mesmas dos cidadãos civis

A mídia hegemônica tem, de forma tímida, veiculado notíciais sobre as manifestação de policiais militares e bombeiros militares por melhores salários e condições de trabalho pelo Brasil. Até a elitista Rede Globo divulgou. Mas falta um compenente essencial em todas essas manifestações: chamar o cidadão trabalhador e que enfrenta as mesmas dificuldades salariais e de trabalho.

Não interessa a ninguém que está no poder, que lida com o dinheiro público, pagar bem um policial ou mesmo um trabalhador de uma profissão humilde, mas tão importante quanto qualquer outra. Nem à mídia tradicional, que mais é porta voz dos pensamentos dos poderosos a veículos de informação preocupados com o bem estar de todos.

No Rio de Janeiro, PMs e Bombeiros têm se manifestado todas as semanas e em vários locais pelas mesmas exigências. De novo, falta-lhes pedir o comparecimento do cidadão. Assim tem sido em Alagoas, Rondônia, Mato Grosso, Minas Gerais, etc., exceto São Paulo. Esse é um caso à parte e será tratado mais abaixo.

Minas Gerais

Na tarde de ontem (11), tal qual aconteceu no mês passado, milhares de policiais foram às ruas de BH, em forma de manifestação, pressionar o governo tucano Anastasia a dar um piso salarial de R$ 4 mil ao mês. Isso não interessa nem a governos nem ao cidadão que vai pagar. Por quê? Os salários miseráveis dos profissionais de segurança pública (do baixo escalão) são históricos. Da mesma forma que a violência policial contra o cidadão atravessa quase dois séculos. Alguém estaria preocupado com uma vida digna aos policiais? A mesma pergunta serve ao policial quando vai reprimir os manifestantes do povo que vão às ruas exigir direitos e garantias.


Se os policiais ganham mal, os trabalhadores civis também
Quem lucra com isso são os governos e as almas sebosas que cumprem suas ordens, pois o cofre permanece abarrotado de dinheiro público e pronto para ser usado por todos eles, de forma lícita ou não.

Essa equação salarial só vai fechar a partir do momento que o policial do baixo escalão se unir ao povo e perceber que está sendo usado pelos poderosos em benefício de poucos. Do jeito que está, mantêm-se as desigualdades sócios, econômicas e culturais de milhões de brasileiros, gerando dificuldades enormes no desenvolvimento e crescimento dessa massa de vidas, incluídas as dos próprios policiais militares.

Essa aproximação com o cidadão deve partir de cada policial militar. É hora de esquecer bobagens históricas, mas que persistem no tempo, de que paisano bom é paisano morto. Ou ter sempre em mente que o policial militar também é povo, povão, trabalhador simples e humilde, massa excluída.

Na família e o no círculo de amigos dos policiais estão também os chamados "paisanos". São gente como a gente e que querem também espaço para ter uma vida digna e que lhe garanta a extensão desses benefícios aos seus filhos, parentes, etc.

Sem esse condicionante de nada valerá ir às ruas pressionar este ou aquele governo. Sem o povo ao seu lado os policiais serão coagidos - através do regulamento arcaico, desumano e cruel - pelos comandantes da PM, que pertencem ao seleto pequeno grupo que se beneficia do que produz o trabalhador.

Por isso, policiais, está na hora de ingressar no século XXI, jogando no lixo as doutrinas excludentes. Nas próximas manifestações, chamem o cidadão, levem o amigo, expliquem às pessoas o porquê da PM ser violenta e arbitrária contra o povão. Digam a eles que faz parte de um modelo secular de exclusão e que deve ser rompido por todos, policiais e povo. Deixem os poderosos rasgarem as calcinhas, como se diz na gíria. O mundo comporta a todos em iguais condições. Cada um deve receber por aquilo que produz ou faz. Não deixem que o cidadão seja excluído em um Brasil que cresce e se desenvolve, mas que ainda retém para poucos auto privilegiados a riqueza produzida. Não seja massa de manobra desse grupo, pois só temos a ganhar. Caso contrário, não se chegará a um denominador comum a todos.

Pensem nisso.

São Paulo

Aqui é que a coisa pega. Um estado conservador que, mesmo sofrendo, elege o PSDB e seus asseclas há quase 20 anos para os cargos de governo (os tucanos governam desde 95 e vão até 2014). Por estes serem contrários às mudanças desde a raiz, o povo acostumou-se com as dificuldades impostas por quem detém o poder. Sem reclamar. Abriga um grande número de meios de informação(?) conservadores que escondem ou supervalorizam, dependendo do interesse, fatos e notícias, privilegiando o que vem dos poderosos, pois pertencem ao mesmo clã.


Manifestação de trabalhador? A PM reprime com violência
Desse modo, seria impossível pensar em uma reação dos policiais militares a esse clã. Os PMs são maltratados e humilhados dentro dos quartéis, mas transferem toda essa gama de irritação adquirida nos maus tatos internos ao cidadão simples e humilde. Sempre foi assim. Mas espero que, pelo bem de todos, tenha um basta...
As últimas manifestações de servidores públicos foram marcadas pela violência extremada da PM. A mídia omitiu tudo. No máximo, joga a responsabilidade pelo confronto com os policiais nos manifestantes. Quem, em sã consciência, iria para cima de PMs armados com pistolas, escopeta, gás pimenta, tonfas, escudo balístico, etc.? Mas a mídia diz que os trabalhadores é que se insurgem contra os policiais. Falsidade da grossa.

Em 2008, houve o confronto entre policiais civis (em greve) e a tropa da PM, resultando inúmeros feridos. O comando da PM adorou as consequências: os policiais desuniram-se ainda mais. As investigações provaram que o confronto foi originado pela PM, claro. A mídia não divulgou porque não interessa a união e a organização dos trabalhadores. Tudo que puder ser feito para evitar essa ligação a mídia hegemônica vai fazer. O mesmo procedimento midiático acontece em relação aos servidores públicos. Sempre, na mídia, os trabalhadores civis irão para cima dos militares do estado - leões de chácara dos poderosos -, excusando a violência policial consequente.

Como por aqui no estado conservador as entidades de classe dos policiais militares inexistem, embora cobrem mensalidade de seus desinformados associados, não veremos essa mobilização tão cedo. A não ser que algo extraordinário ganhe forma. O PM paulista é medroso, conformado e passivo. Só é valentão contra o cidadão, pois sabe que nenhuma cobrança virá. Mata-se no perigoso serviço extra (bico). Estressa-se. Irrita-se. Desconta no povo simples, pobre, negro e das periferias.

Essas ações contra o cidadão pobre acirram ânimos e geram vinganças. Em 2006, em dois dias, mais de 50 policiais e agentes de segurança foram assassinados no estado. Poucos casos foram esclarecidos. Na outra ponta, centenas de mortes de civis sem esclarecimentos.

E assim segue a vida no estado paulista. Incrível, o cidadão (incluído o PM de baixo escalão) não percebe como é usado por poucos privilegiados. Até carro de luxo para deslocamento e outros benefícios o comando da PM consegue com o aval do governo e o silêncio midiático. Está claro o motivo.

Policial militar de baixo escalão, saia da caverna e venha ver a luz que existe foram dela. Tire a venda dos olhos e os tampões dos ouvidos. Você é povo simples, humilde e trabalhador. Você tem valor. Você é o ídolo de sua família. O serviço policial de qualidade é um ofício nobre. Faça com que o cidadão também o veja desse modo. Não deixe que esse grupo poderoso o faça de boneco mambembe, um teleguiado que não pensa. Venha ver a luz.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Os papagaios sem entendem

Foi de causar espanto e náuseas ver o presidente Barak Obama prestar homenagem aos mortos nas Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001, vítimas, segundo o império, de ataques terroristas por líderes da Al-Qaeda. Mas asco ainda provocou o espaço sensacionalista dado pela mídia tupi. Até aonde pode chegar a desfaçatez midiática e da grande (decadente?) potência imperialista...

Outra história

Uma figura de destaque no cenário mundial colocou água na fervura dos americanos e seus sectários. O ex-presidente da Itália, Francesco Cossiga, em uma entrevista que passou ao largo na mídia mundial e tupi, embora reproduzida pelo jornal italiano Corriere della Serra, afirmou que "Osama bin Laden ‘confessou’ que a Al-Qaeda teria sido a autora dos atentados de 11 de setembro às torres em Nova Iorque, enquanto todos os círculos democráticos da América e da Europa sabem bem agora que o desastroso atentado foi planejado e realizado pela CIA e pela Mossad [serviço secreto israelense] para acusarem os países árabes e para induzir as potências ocidentais a intervir no Iraque e no Afeganistão”. Verdade ou não, os países aliados (potências mundiais), ao arrepio do Conselho de Segurança da ONU, invadiram os dois países.

Nenhum outro veículo da grande imprensa mundial deu atenção à estrondoso e explicativa entrevista de 2008, preferindo reproduzir, como papagaios, o que conta ou determina o império americano.

Outro personagem importante que levanta hipóteses de que o presidente americano à época, George W. Bush, estaria por trás desses ataques criminosos é o cineasta amerciano Michel Moore. Ele aponta fatos incontestáveis do envovimento da família Bush com a famílai Bin Laden.

Outras pessoas de destaque nos EUA também citam o envolvimento do então presidente Bush nos ataques. Um deles, o escritor gore Vidal, vai no mesmo caminho dos outros. "Somos governados por uma junta de homens do petróleo. A maior parte deles é do ramo – ambos os Bushes, Cheney, Rumsfeld e assim por diante. Eles estão no poder e este grande golpe irá beneficiá-los pessoalmente e também vai beneficiar os EUA, que terão acesso ao imenso manancial de óleo da região”. Os mencionados fizeram parte da cúpula governamental no belicoso governo Bush (filho).

Todas essas autoridades citadas e suas aptidões para os "negócios", e outras, podem ser vistas aqui

Já no Brasil, o ex-deputado (falecido) Clodovil Hernandes também afirmou que os americanos forjaram os ataques de 11 de setembro. Segundo ele, não havia um só americano ou judeu nas torres durante o ataque. "Evidente que foi armado pelos próprios americanos, não seja idiota, é como o holocausto, você acha que não tinha nenhum judeu manipulando isso por debaixo do pano?",

Isso pode reforçar as acusações feitas por várias pessoas contra os norte americanos, aventando que a visão oficial do desastre em Nova Iórque nada mais é do que uma sugestiva história para os produtores dos filmes de ficção de Hollywood.

Outras acusações vêm no rastro. Há quem diga que as Torres Gêmas não desabaram em razão dos choque dos aviões, mas teriam sido explodidas.



Obama em baixa

Da mesma forma que antes dos ataques de 11 de setembro de 2001, quando a popularidade de George Busho estava em baixa, Obama também estava atá a mirabolante e mentirosa morte de Osama Bin Laden recentemente. Naduas ocasiões - os ataques e a morte do terrorista - fizeram o prestígio dos dois presidentes subir, deixando no ar a mensagem de que esses dois fatos tiveram apenas um único e principal objetivo elevar a popularidade de Bush e Obama.

Se em 2001 o cenário criminoso permitiu que os EUA e outras nações ricas invadissem Iraque e Afeganistão, a "morte"de Osama pode significar a invasão do Irã, por exemplo. A dica foi dada pelo próprio Obama ao dizer ao mundo que tomasse cuidado com possíveis retaliações dos seguidores da Al-Qaeda. Daí para se perpretar um ato terrorista em qualquer nação e apontar a Al-Qaeda como autora não é nada impossível. Se os EUA, segundo a opinião de várias pessoas, foram capazes de atentar contra o próprio povo americano e um dos ícones da pujança econômica, o que mais poderiam fazer?

Relação Chile x 11 de setembro

Pablo é um auto exilado chileno na Inglaterra. Ele teve deixar o país que nasceu após o golpe de Estado protagonizado por EUA e o militar chileno Augusto Pinochet, que se tornaria presidente logo depois. Ele faz uma relação aos primieor aniversário dos ataques às Torres Gêmeas e a morte de milhares de chilenos no 11 de setembro de 1973.

Pablo pede que os americanos lembrem-se dos mortos no golpe de Estado no Chile, e não somente dos mortos no suposto ataque terrorista de 11 de setembro de 2001.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Policial: sem o povo não haverá mudanças nos salários ou nas condições de trabalho

Bem que nós tentamos sair da letargia e levar os policiais militares da Baixada Santista, bem como seus familiares ou simpatizantes da causa, às ruas para exigir respeito dos governantes do estado e da própria instituição Polícia Militar para com os PMs que trabalham nas ruas e até com próprio o cidadão simples. Não conseguimos.

Criamos um jornal impresso mensal - Jornal Percurso -, cujo custo para a impressão era rateado entre os próprios policiais militares de São Vicente e um ou outro de outras unidades - R$ 10 ou R$ 5 por mês. Nunca atingimos a quantia precisa, sempre faltava boa parte da verba necessária. Essa diferença era coberta por nós, com dinheiro próprio. Endividamo-nos muito. O jornal acabou no final de 2010.







Cheganos a ir para a Praça Coronel Lopes (do Correio), com as devidas notificações às autoridades locais, denunciar a violência policial e contra policial. Conseguimos um aparelho de som, microfone, confeccionamos faixas, cartazes, etc. Tudo ao nosso custo. Denunciamos que a violência policial tem origem dentro da própria instituição Polícia Militar no trato entre oficiais e praças, fruto de sistema arcaico, desumano e cruel que não foi vencido pela democratização do país, o MILITARISMO.


Convidamos, pessoalmente e até através das páginas do jornal, vários colegas reformados (aposentados), parentes de policiais, familiares, gente do povo, etc. Sem êxito. Um ou outro policial militar reformado apareceu, mas nunca passou de dois.

Fizemos essa manifestação por um mês (sempre as quartas-feiras, às 15 horas). Tivemos de abortá-la devido á fraca participação dos convidados, o que causou um tremendo desânimo, visto ter passado a sensação de que para os policiais e cidadãos estava tudo caminhando muito bem.

Mas não era bem assim. Bastava ir a qualquer quartel da PM ou mesmo encontrar os policiais nas ruas para ouvir reclamação. Abuso de autoridade por parte dos oficiais dentro dos quartéis, humilhações, arrogância, prepotência, desrespeito, ironia, sarcasmo, insensibilidade com as dificuldades de toda ordem, escalas extras em demasia, punições disciplinares por bobagens militaristas, falta de reajuste salarial e uma legislação que verse sobre condições de trabalho, etc. Não dava para a acreditar que ouvia tudo aquilo que nós denunciávamos no jornal e na praça.

As mesmas reclamações se ouvia dos cidadãos no tocante à violência policial ou mesmo a falta de respeito dos milicianos no momento das abordagens, sempre pessoas humildes e moradores das periferias. Mas de nada adiantava convidá-los a comparecer na praça.

Pelos estados

Algo semelhante na busca por melhores salários e condições de trabalho, em manifestações e passeatas, tem acontecido em vários estados da federação. Minas Gerais, Rio de Janeiro, Alagoas, Sergipe, Santa Catarina, Tocantins, Roraima, etc. Em todos eles falta o principal ingrediente: o cidadão. Sem esse cidadão nada mudará e nada se conseguirá. Por que o cidadão ira se preocupar com uma categoria que lhe maltrata nas ruas? Por que o cidadão vai participar de manifestações e passeatas por reajustes salariais ou melhores condiçoes de trabalho se o policial militar o humilha, maltrata e até desdenha nas ruas?





Militarismo nas polícias estaduais

Não é possível que uma força policial, que atue por dever de ofício no trato com civis, seja militarizada. No militarismo não existe respeito, mas a imposição deste do subordinado para com o superior. A recíproca não virá. O subordinado militar será sempre visto com um ignorante, um suspeito em potencial pronto a praticar algum delito ou deslize. O que faz o policial militar? Vai às ruas e trata o cidadão simples e humilde da mesma forma que é tratado: como um subordinado, um inferior, devendo este mesmo cidadão prestar respeito ao policial (superior). Diferente do cidadão investido de poder ou influência. Nesse casso o policial o verá como um supeior e lhe renderá obediência. O anacrõnico chavão de que paisano bom é paisano morto, nesse caso, não é aceito.

No filme "Tropa de Elite 2" há referência a uma situação que explica bem esse conceito. "Pode atirar que aí só tem pobre (periferias e favelas). Ninguém vai falar nada". Se não são estas as exatas palavras, não foge muito disto.

Desde a década de 60 que se tenta desmilitarizar as polícias militares. Jânio Quadros tentou, quando era presidente. Quando governador, Mário Covas tentou. A Constituição Federal, que poderia conter em suas páginas a entrada das polícias militares no regime democrático que nascia, não conseguiu.

Há um lobby daqueles que querem manter as polícias militares do jeito que estão, ou seja, violenta, arbitrária, omissa em certos casos e que trate o cidadão simples com um "ninguém". Faz parte da política de desigualdade e descaso que se mantém no Brasil ainda, infelizmente. O lobby dos oficiais também é forte e conta com o apoio de uma seita secular secreta, causando muitos obstáculos à adequação das PMs à democracia. Ninguém mexe com o modelo arcaico da PM. Por quê? Resposta fácil.

PEC 300

Tramitou na Cãmara Federal em 2010 uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC 300) de isonomia salarial para todas as polícias brasileiras (civil e militar). Depois da aprovação em primeiro turno (seriam necessários dois turnos), a proposta foi bombardeada por todos os lados até ser descaracterizada na sua originalidade. Se antes previa-se um salário mínimo para todas, na Emenda Aglutinativa 2, em que se transformou a PEC 300, esse valor desapareceu, bem como o tempo de aplicação da lei em caso de aprovação.


De nada adiantaram as manifestações e comparecimentos a Brasília de uma legião de policiais civis e militares com o intuito de pressionar os parlamentares. A mídia não deu espaço nem mostrou imagens dos cerca de 10 mil policiais-manifestantes na capital federal em várias ocasiões. Os governadores, principalmente do PSDB, DEM e PPS, pressionaram os deputados para que não fosse aprovada a medida. O então governador de São Paulo, o tucano José Serra, ameaçou cortar das entidades de classe a mensalidade que os policiais pagam, caso estas se envolvessem em qualquer ato pela aprovação da PEC 300. E elas se calaram e preferiram a vergonhosa omissão.

Falta o povo

Não haverá aumento salarial nenhum nem melhores condições de trabalho aos profissionais da segurança pública se não envolver o povo nessas solicitações. As policias precisam se integrar á sociedade trabalhadora e humilde para conseguir seu intento. Sem essa participação popular nas reivindicações, contrariando tudo que querem governos insensíveis e oficiais da PM, não se chegará a canto nenhum. Os policiais continuarão ganhando pouco, serão obrigados a se desgastar nos perigosos "bicos" de segurança privada e continuarão descontando toda essa frustração sobre o cidadão mais humilde, cujos riscos de prisão no presídio militar Romão Gomes e a demissão das fileiras da corporação são os únicos caminhos possíveis e que faltamente serao atingidos.


O policial, contrariando o que querem comandos e governos omissos, tem de saber que também é cidadão e faz parte da sociedade de um país injusto e desigual, cujas ações policiais da quais participam, quase todas de repressão às manifestações populares de reivindicação aos direitos sonegados, ajudam a perpetuar essas desigualdades e injustiças e das quais também são eles, policiais, atingidos e prejudicados.

Se a grande mídia é omissa e serve de voz aos governos e comandantes de unidade, hoje, podemos utilizar a internet. Blogs e redes sociais têm um trabalho de conscientização e desmascaramento daquilo que é enfiado goela abaixo da população pela mídia convencional e que, óbvio, interessa a esse pequeno grupo insensível.

Enfim, assistindo a todas essas manifestações de policiais militares pelo Brasil, fico com a sensação de que algo está mudando, embora não em todos os estados - falta São Paulo -, mas de forma tímida. E essa timidez é facilmente percebida: falta a participação do povo. Sem ele nada vai ser melhorado, nada vai mudar.

O policial é um cidadão que vive no mesmo bairro, na mesma cidade, no mesmo estado e no mesmo país de 190 milhões de brasileiros. Ele não é um alienígena que desce à Terra para trabalhar e vai embora para o seu planeta. Ele sofre as mesmas agruras que um pai de família - que é - no tocante às responsabilidades sociais, econômicas e culturais de seus filhos.

Não se vê as autoridades ou oficiais da PM morando em favelas, cortiços ou periferias fedorentas. Eles não andam no precário transporte coletivo das cidades; não tem suas casas invadidas pelas águas de alagamentos e enchentes; não tem esgoto a céu aberto nas suas portas. Não entram nas filas dos hospitais, dos bancos ou dos supermecados. Não têm filhos nas precaríssimas escolas públicas. E quem paga tudo isso a eles? Sim, nós mesmos, policiais (praças) e cidadãos.

Internet, blogs e redes sociais

A internet permitiu que a revolução árabe no oriente ganhasse força e se organizasse. Mesmo tendo à mão as emissoras de rádio e tv e jornalões impressos e revistões os governos não conseguiram evitar que os povos desses países se mobilizassem através da rede mundial de computadores. Orkut, Facebook, Twitter, entre outros, foram utilizados pelo povo para enfrentar os ditadores ou omissos governantes, rompendo as notíciais mentirosas e que pregavam a desmobilização dos movimentos pela grande mídia. Essa mesma mídia que, no Brasil, serve de desestímulo à luta das classes sociais e movimentos populares por direitos e garantias que lhes são negadas, pois representam e divulgam apenas o que interessa aos governos omissos e incompetentes.

Tanto é verdade que alguns países, dentre eles o Brasil através de parlamentares do PSDB, DEM, PPS e outros da mesma direita, querem controlar o tráfego de informações na rede. As emissoras de tv e a grande mídia em geral, em conluio com essa politicalha, agora, fala que o grupo terrorista Al Qaeda estaria recrutando membros via internet. E não ficam nem vermelhos de tanta mentira que divulgam.

Claro que a internet rompeu com o círculo noticioso da grande mídia e a fez cair no ridículo. Fatos veiculados com verdades absolutas antes da internet - na tv, rádio, jornal ou revista do conglomerado midiático - são desmascarados em poucas horas nos blogs ou redes sociais. isso não interessa a quem está no poder e é omisso, incompentente ou insensível.

Ao policial civil e militar

Policiais, saíam do lugar comum. Organizem-se, unam-se ao povo nas suas reivindicações. Nas futuras reuniões, manifestações ou passeatas chamem o cidadão. Se cada policial levar um amigo a esses encontros, seremos milhares. Estaremos unidos e coesos na busca de melhorias para todos, seja na forma de salários e condições de trabalho, seja no atendimento de qualidade à sociedade e mesmo no entendimento das reivindicações por parte dos cidadãos na busca por seus direitos e garantias sonegadas na forma de manifestações e passeatas. Vamos deixar de reprimir com violência esses nossos irmãos e amigos brasileiros: eles lutam por melhorias iguais a vocês


É preciso haver a integração/interação da polícia com o povo

Policiais de São Paulo, saíam da inércia. Deixem as rusgas históricas de lado. Isso só interessa aos governos tucanos e omissos e aos oficiais da PM. Eles somam 5% no conjunto. Unam-se entre si e liguem-se ao cidadão. Afinal, será ele, em grande parte, quem pagará o reajuste salarial a ser conquistado. Por outro lado, você também entenderá por que ele, cidadão organizado, movimento social ou entidade de classe, vai às ruas exigir que seus direitos também sejam respeitados.

O Brasil só tem a ganhar com isso.

Abram a mente e desarmem o coração.